quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Rio Mendaruçu de Cima e seus artistas literários


O rio Mendaruçu de Cima é estreito, sinuoso, comprido e silencioso. Digo silencioso, quando não passam por lá as rabetas, quando o sapo não coacha e quando não jogam foguetes. 
 
Mas, é no Silêncio deste pacato e hospitaleiro rio que o nosso escritor, poeta e cordelista Francisco Mendes navega em suas poesias.

 Autor de três livros, tais como, Imagens, Silêncio de Rio. Também autor de mais de uma dezena de cordéis, entre eles: Mercearia do Matico, O Maior Bebê do Mundo, Iolanda do Pilão, João Cego e Seu Banjo.

Francisco Mendes, Vem divulgando a literatura de cordel do Norte e Nordeste Brasileiro em seu Quiosque do Cordel, na Rua Presidente Vargas com a Riachuelo em Belém-Pa. Não deixe de visitar este aconchegante espaço cultural. Ouça lá umas músicas em vitrola e disco de vinil e não esqueça de levar uns cordéis embalados em caixinha de miriti ...

Outra estrela que, há mais de uma década, começou a brilhar nesta literatura da beira do Rio Mendaruçu, foi o médico Manoel Soares que, além de curar e salvar vidas, se transformou em mestre das letras,  com seu romance intitulado, O Meu Interior.

 Em sua história, Manoel Soares escolhe como cenário a Vila de São Benedito, do nosso distrito cametaense de Moiraba.

Uma figura histórica da Vila e arredores, que o autor destaca no romance é o nosso saudoso, engraçado e simpático negro, conhecido por Delduque, que muitas vezes nos vendeu seu gostosíssimo e torrado pão de tapioca.

Quero concluir esta pequena homenagem ao nosso mais novo escritor mendaruçuense. Ele, surpreendentemente aflora das rasas profundezas deste Rio Mendara, bufando como um boto faminto de mapará.  
  
Com uma diferença! a sua fome é de letras, seu bufar são os seus suspiros emotivos a cada minuto que brota de sua caneta uma nova inspiração. 

Estão curiosos né? Tá bom, vou dizer! Ele é o jovem escritor Manoel Rodrigues. Sabia que este piqueno começou escrever em língua portuguesa e espanhola? É isso mesmo! acredite se quiser, se não quiser acreditar, espera ele publicar e vai ler! 

Manoel Rodriques possui três romances concluídos que são:
 
- Aquele imprevisível, em português.
- Aquele desejo latente, em português.
- Aquéllos celos irresistibles, em espanhol.

Todos eles já escritos  há quase três anos.

Em seu romance, aquele desejo latente, que será a sua primeira obra a ser publicada, Manoel Rodrigues desenvolve, principalmente, um debate sobre sexualidade e preconceito.

Investe sua afinada inspiração atualmente em um romance, em fase de conclusão, com o título: As incríveis forças armadas.

O autor ainda não gozou da alegria de publicar nenhuma de suas obras, mas quem sabe, em um futuro bem próximo, você não estará lendo, sentado naquele banco na cabeça da ponte de sua casa no Rio Mendaruçu, ou do Rio Furtados, ou Iha Grande ou qualquer rio, quase perdido em reflexões, sonhos e emoções, divagando , como as  correntes das águas de seu rio.

Há! você não é ribeirinho! Que pena! Tem um consolo, Leia no banco da praça e faça de conta que está na beira do rio, mas não perca esta emoção!


 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

III EXPEDIÇÃO DA FLOTILHA DOS SKISITOS A CAMETÁ E AO RIO FURTADOS

 

Foi durante a leitura de um agradecimento no  Blog Cametaoara que o Comandante da Flotilha dos Skisitos,  Mestre Aluísio Meira, com mais de 50 anos de experiência de mar,  (em barcos, lanchas e atualmente liderando cerca de 21 pilotos de Jets Ski), encontrou o rio  natal de Flodoaldo Santos,  o aconchegante Rio Furtados, ao sul de nosso Município. 

De uma conversa com Flodoaldo ,  nos comentários de seu blog, nasceu a vontade de visitar o Rio Furtados, a Igreja de Nossa Senhora das Graças e de conhecer o escritor, que postou os agradecimentos à Comunidade Furtadense pela construção e conclusão da Igreja.

A partir de então,  o Mestre Aluísio,  fez

a I EXPEDIÇÃO DA FLOTILHA DOS SKISITOS A CAMETÁ E AO RIO FURTADOS nos dias 24, 25 e 26 Jan de 2017.

Foi uma imensa surpresa, alegria  e admiração para todos aqueles que tiveram a boa sorte de vê-los colorindo o Rio Furtados. 

Sua primeira visita foi a imagem das Graças, padroeira do rio. A Senhora Arli dos Santos, atual seladora da Igreja, abriu as portas do santuário aos Skisitos que ali fizeram suas orações e sua oferta.
 
O Almoço da Flotilha foi na casa da Professora Arli que até hoje mantêm amizade com os visitantes.
 

Partiram pra casa de Flodoaldo e familiares onde fizeram uma festa com passeios de Jets pelo rio com a garotada ali presente.

Resumidamente, foi assim a primeira expedição da Flotilha,  que deixou saudade e, por isso, foi organizada a II EXPEDEDIÇÃO DA FLOTILHA DOS SKISITOS AO RIO FURTADOS,  em 10, 11 e 12 Mar de 2018 com o mesmo roteiro de visita: Cametá, partindo da Praia da Aldeia, Rio Furtados,  com visita a  Santa Padroeira do rio e, desta vez, almoço com Flodoaldo, familiares e amigos, coroando a visita com passeios pelos rios Furtados, Mendaruçu e Ilha Grande, premiando a garotada e muitos jovens que se fizeram presentes.

 

Hoje o Rio Furtados aguarda com grande ansiedade e expectativas a III EXPEDIÇÃO DA FLOTILHA DOS SKISITOS a Cametá, em nossa Praia da Aldeia, aos nossos Rios Furtados, Rio Furtadinho, Rio Mendaruçu , Rio Mutuacá e Ilha Grande de Furtados, por onde farão roteiro nos dias 03 e 04 Out 2020.
  
A Cidade de Cametá também fica imensamente agradecida a FLOTILHA DOS SKISITOS pela alegria que certamente já causou e repetirá aos banhistas de nossa praia no dia 02 Out 2020.

FLOTILHA DOS SKISITOS!
SEJA BEM VINDA A CAMETÁ!
   

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

MESTRE ZENÓBIO DIVULGA CULTURA CAMETAENSE EM ACERVO DE SUAS ARTES PLÁSTICAS


Movido pelo seu amor e apego às artes e a cultura de seu torrão natal, Mestre Zenóbio, dedica espaço em seu próprio aconchego familiar para divulgação da Cultura Cametaense expressa em sua quase centena de peças artesanais.
Entre suas criações, em maior quantidade, podemos ver as belíssimas e perfeitas fantasias do Bloco Bicharada da Vila de Juaba em Cametá-Pa.

Outra coleção que compõe o acervo do mestre são as dezenas de pássaros e as máscaras dos pássaros que fazem parte do Cordão da Passarada com sede no Rio Furtados, seu Rio Natal.

Temos também fantasias de nosso Boi Bumbá Cametaense acompanhado da elegância de seu cavaleiro.

O mais novo acervo do Mestre Zenóbio,  que já vem despertando imensa curiosidade e encantantando todos os públicos,  principalmente  a ala infantil, é a sua coleção de Seres Mitológicos Cametamazônicos. 

Esta coleção vem acompanhada da figura histórica do TIO BIJICO,  um dos mais famosos, engraçados e competentes contadores de histórias do Rio Furtados, em Cametá-Pa. 

O escritor Flodoaldo Santos,  pela sua igual afeição às artes de sua terra e ao talentoso Mestre Zenóbio, vem escrevendo os contos atribuídos ao Tio Bijico e esses contos, já vêm sendo contados por Mestre Zenóbio que se transformou em nosso novo contador de histórias. 

Veja a entrevista do Mestre Zenóbio dada ao Mestre Zaca, coordenador do Cordão dos Linguarudos do Rio Santana, Mocajuba-Pa.





clique em:

 https://youtu.be/8opoTdrsSJ4
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

INSPIRADO NA MITOLOGIA DA AMAZÔNIA, MESTRE ZENÓBIO CRIA BONECOS

     

O engenhoso e talentoso Mestre Zenóbio cria, faz exposição, encanta e surpreende o público mais uma vez com a sua arte.


       Durante este último final de semana, na Rua Rodrigues dos Santos com Tamandaré na Cidade Velha,  nesta capital morena de Belém do Pará, aproveitando o movimentado vai e vem dos fiéis Romeiros Nazarenos, consegue atrair a curiosidade de centenas de crianças e adultos, que volveram seus olhares curiosos e flash de câmeras fotográficas para seus atraentes e coloridos inventos

     
 Muitos chegaram até o mestre que também é um excelente contador de histórias,  e fizeram rodas em torno dele, para ouvir contos e historinhas de cada um dos seres de nossa rica mitologia Cametamazônica.


       Entre os bonecos em exposição contamos com a presença da horrenda Matinta Perera, o temível Lobisomem, a atraente sereia, o misterioso boto encantado,  o surpreendente curupira, o fumante Saci Pererê, a famosa Cobra Grande.


        Foi prazeroso e interessante assistir graciosas atitudes de quase todas as crianças ao não temeram nenhum boneco e ainda pegaram os deliciosos bombons que os bonecos ofereciam..

     
       Foram dependurados em suas mãos,  graças às ideias da criativa professora Gleice, que quiz acostumar as crianças com a inofensividade dos bonecos e inserir um pouco de vida aos seres da belíssima exposição de bonecos  entre o público infantil.



domingo, 8 de setembro de 2019

CRIAÇÃO DO 1° FESTIVAL CULTURAL FURTADENSE

A criação do 1° FESTIVAL CULTURAL
FURTADENSE, por um acaso, foi originada por uma pergunta de um jovem furtadense conhecido por Rodrigo Borges. 

Este jovem enquanto falava publicamente na CASA DE SHOWS RAIO DE SOL, no dia 1° deste Setembro de 2019, anunciando o lançamento de 3 danças furtadenses: a Dança do Índio, a dança do Boi e o Bloco Passarada, fez a seguinte pergunta:

- Qual o nome deste projeto? Estamos aqui diante de um evento e não sabemos que projeto é este!

Alguns minutos depois, por ser um dos participantes da organização do evento, nas funções de compositor das músicas e Comédias do Bloco Passarada, ensaísta, fotógrafo e decorador; fui procurado por 2 jovens furtadenses. A Érica Costeira e o João Batista Corrêa, que é o dançarino intérprete da Dança do Boi. Estes me convidaram para propormos juntos um nome ao nosso projeto cultural que estava pagão. 

Foi a partir daí, com o entusiasmado interesse destes jovens que começei a também me interessar e refletir melhor sobre o assunto. 

De imediato me acendeu uma luzinha na cuca e afirmei que o nosso evento formado pela Dança do Índio, a Dança do Boi e o Bloco Passarada, não era um projeto. Era sim uma coisa pronta e acabada. Faltava apenas criar um nome pra esta coisa. Todos matutamos por um instante. Apresentei a minha proposta:

1° FESTIVAL CULTURAL FURTADENSE. Érica e João Batista nem quiserem pensar mais e aprovaram imediatamente a ideia dizendo: Vai ser este o nome do evento!

Lembrei aos dois jovens que vivemos em uma democracia, cheia de falhas, é verdade, mas que seria mais sensato dar oportunidade para o público presente de escolher outro ou outros nomes para ser votado. 

Esta oportunidades foi data e o nosso público presente também resolveu apoiar o único nome proposto:

Assim nasceu o 1° FESTIVAL CULTURAL FURTADENSE. 

Vale lembrar que; para efeito deste festival ficou decidido que poderá ser feita uma segunda votação para confirmar ou mudar o nome deste evento antes ou durante o próximo festival, acertamos ainda que; o termo FURTADENSE abrange o o território do antigo Distrito de Furtados, ou seja,  RIO FURTADOS, ILHA GRANDE DE FURTADOS, RIO FURTADINHO, RIO MENDARUÇU DE CIMA, RIO PANITÉ, RIO TAMANDUAZINHO, ACARI, SAPATEIRO ...

As orígens deste festival, podemos afirmar que vêm de um primeiro encontro promovido pelo mestre Zenóbio, na Casa de Shows Raio de Sol, do casal Raimundo Serrão e Professora Léia Wanzeler, no mês de Junho deste ano de 2019, onde, além do Mestre Zenóbio, participamos: Maria Antônia Ferreira, Isabel Ferreira, Raimundo Serrão, professora Léia Wanzeler, Maria Moraes dos Santos, Givanildo Batista Wanzeler (Porô), e eu, Flodoaldo Santos.

Fizemos este encontro objetivando: 
- "Atrair crianças, jovens e adultos para que no futuro possam se tornar profissionais identificados com a cultura de seu lugar". Assim escreveu Érica Costeira. 

- Criar uma oficina de artesanato principalmente para formar artesões para dar continuidade a renovação das fantasias do Cordão da Bicharada. Esta ideia foi tentada primeiramente na Vila de Juaba, pelo Mestre Zenóbio, mas não foi bem sucedida;

- promover o resgate de culturas locais que aos poucos vão se perdendo; tais como: construção de barquinhos de miriti e demais brinquedos de miriti; criação de bonecas de pano; criação de artefatos de crochê, etc;

- criação de artesanatos em miniatura de pássaros e outros animais; 

- confecção de artesanatos em miniatura para nossas armadilhas de caça e pesca, tais como: pari, matapi, cacuri, paredão (curral), mundé, etc;

- criação de artesanatos de cuia, por ser esta fruta da cuieira, uma das identidades culturais do furtadense, com a alcunha de RASPA CUIA. 
Neste primeiro contato, o Mestre Zenóbio propôs a confecção de um Bumba Meu Boi para o Rio Furtados e neste primeiro projeto foi auxiliado pelo jovem Givanildo Batista Wanzeler (Porô) e Professora Léia Wanzeler, alunos pioneiros nesta oficina do Mestre Zenóbio. Logo em seguida, foi criado um cavalinho, que seria parceiro do boi em sua dança. Este cavalinho já foi obra do Porô, o mais novo artesão do Rio Furtados. 

Porô criou seguidamente alguns exemplares em miniatura de: papagaio, tucano, beija-flor, arara, garça, camarão, tucunaré e acará-disco.

Daí para a criação do Bloco Passarada foi um passo de gigantes. Mestre Zenóbio criou os onze casais de pássaros, Isabel Ferreira sentou na máquina pra costurar as fantasias, Maria Antônia remou atrás do microfones sem fio e demais apoios da Comunidade e Escolas; madruguei compondo as músicas e comédias, professora Léia, Carmen Leão e eu ensaiamos as 22 crianças com a ajuda indispensável de nossos músicos Raul, Nildo e Nazareno e agora gente ... só nos resta dizer!

PARABÉNS FURTADENSES!

VAMOS AGUARDAR, AMPLIAR E APOIAR O...

2° FESTIVAL CULTURAL FURTADENSE! 

sábado, 7 de setembro de 2019

DANÇA INAUGURAL DO BUMBA MEU BOI DO RIO FURTADOS


Na dança pioneira do Boi Bumbá do Rio Furtados, deu vida, graça  e destreza ao nosso Boi o jovem dançarino João Batista Corrêa e, como dançarino do Cavalinho tivemos a elegância do garoto Rennan Batista.

Antes de divagarmos sobre as orígens do Boi Bumbá do Rio Furtados, para o qual precisamos ainda criar um nome, pois. Ele ainda está pagão! É interessante que meditemos as palavras da jovem furtadense Érica Costeira, escritas para ajudar nesta histórica edicão:

"O Bumba Meu Boi, também chamado de Boi Bumbá, é uma dança tradicional brasileira, típica das regiões Norte e Nordeste.

Embora tenha maior representatividade nas culturas destas
regiões atualmente podemos encontrar essas manifestações culturais em todas as partes do Brasil.

Em 2012 o Bumba Meu Boi, foi incluído na lista do Património Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

No Brasil temos as principais festas de Bumba Meu Boi
- Festa de Bumba Meu Boi no Maranhão;
- Festa de Bumba Meu Boi no Amazonas, onde merece destaque pincipal a Cidade de Parintins, com o Festival Folclórico de Parintins."

Muito bem!
Agora veremos a pequena História do nosso Boi.

A primeira ideia para a construção artesanal de um Boi Bumbá no Rio Furtados surgiu com o Mestre Zenóbio, durante uma reunião promovida pelo mesmo, no mês de junho de 2019, na Casa de Shows Raio de Sol, do casal Raimundo Serrão (Raimundinho) e Professora Léia, no Rio Furtados, com a finalidade de criar uma Oficina de artesanatos diversos.

Desta reunião, participamos: Mestre Zenóbio; Isabel Ferreira; Maria Antônia Ferreira; Professora Léia; Raimundo Serrão; Maria Morais dos Santos.

Neste primeiro contato, o Mestre
Zenóbio, além de muitos outros assuntos tratados, que você verá no Histórico da Criação do 1° Festival Cultural Furtadense, propôs a confecção imediata de um Bumba Meu Boi para o Rio Furtados e neste primeiro projeto foi auxiliado pelo jovem Givanildo Batista Wanzeler (Porô) e Professora Léia Wanzeler, alunos pioneiros nesta oficina do Mestre Zenóbio. Logo em seguida, foi criado um cavalinho, que seria parceiro do boi em sua dança. Este cavalinho já foi obra do Porô, o mais novo artesão do Rio Furtados.






segunda-feira, 2 de setembro de 2019

LANÇAMENTO DO BLOCO PASSARADA NO RIO FURTADOS - CAMETÁ-Pa

     
               No Rio Furtados, Município de Cametá-Pa, em 1° de Setembro de 2019, na Casa de Show Raio de Sol, de propriedade do casal Raimundo Serrão (Raimundinho) e Léia Wanzeler,  tivemos a alegria e o prazer de assistir a apresentação inaugural do Bloco Passarada,  idealizado pelo MESTRE ZENÓBIO,  também criador do CORDÃO DA BICHARADA,  com sede na Vila de Juaba neste mesmo município.

      O histórico na íntegra, editado por Flodoaldo Santos e lido em público pela Professora  Léia, coordenadora, ensaísta e artesã de alegoria do Bloco de danças, é o seguinte:

     Caríssimo público presente nesta casa de eventos, que já conta com mais de 20 anos de experiências em apresentações de quadrilhas juninas, apresentações culturais, artísticas e de shows dançantes. Daqui a alguns instantes estaremos mostrando pela primeira vez, o Bloco Passarada, idealizado pelo nosso querido MESTRE ZENÓBIO, que orgulhosamente temos como filho desta terra onde também se destaca em outros saberes culturais tais como: carnavalesco, artesão, desenhista e saxofonista.

     O Bloco passarada organizou-se com as sequintes pessoas:

Presidente de Honra:

- Mestre Zenóbio

Coordenação do Bloco:

- Maria Antônia Ferreira;
- Prof Léia Batista Wanzeler;
- Isabel Ferreira;
- Benedito Pontes;
-Maria Angélica Ferreira;
- Raimundo Serrão (Raimundinho).

Artesões:

- Mestre Zenóbio
- Givanildo Batista Wanzeler(Porô)

Fantasia e adereços:

- Isabel Ferreira;
- Professora Léia Wanzeler.

Ensaístas:

- Flodoaldo Santos;
- Professora Léia Wanzeler;
- Carmem Braga Leão.

Desenhista:

- Jânio Arnaud.

Compositor de Músicas e Comédias:

- Flodoaldo Santos


Cantor:

-Jucenildo Martins (Nildo).

Músicos tecladistas

- Raul Braga Leão;
- Nazareno Ferreira.

Fotógrafa:

- Carmem Braga Leão.


Brincantes:

- 22 crianças e adolescentes do Rio Furtados e Ilha Grande de Furtados
fantasiadas de pássaros diversos.(Logo que possível será divulgado os nomes de todos)

Apoio Cultural:

- Comunidade Católica de Nossa Senhora das Graças (Rio Furtados);
- Comunidade Católica de Santa Maria (Ilha Grande de Furtados);
- Escola Municipal Raimundo Ignácio Ferreira (Rio Furtados);
- Escola Municipal Edite de Carvalho (Rio Tamanduazinho);
- Familiares das crianças brincantes;
- Tânia Ferreira.

     Neste momento vocês  vão assistir uma obra de arte! 

Com vocês o BLOCO PASSARADA com o JAPIÍM em destaque em seu  ESTANDARTE por ser considerado o SÍMBOLO DOS PÁSSAROS!


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

ESTE É O BRASIL QUE EU NÃO QUERO



Afundaram meu País
No mar da corrupção
É mensalão, é propina
Panelaço, petrolão
Este é o Brasil que não quero
É outra Pátria que espero
Desta nova eleição.

Quero te lavar a jato
Quero te tirar da lama
E ferrar o ficha-suja
Povo grita, povo clama:
Tira o rato do queijo!
Que te abraço e dou um beijo
Houve este alguém que te ama

Estrofes de futuro Cordel
Flodoaldo Santos 


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

NOSSO CORDEL É PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Por Izabel Nascimento 
Cordelista Aracajuana

Bom dia, gente linda!
🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻

_A mensagem é grande_
_e a notícia é boa!_

Passou no Jornal, no Rádio, está nos sites de notícias,  muita gente ficou sabendo e muito falaremos sobre isto: *O Cordel é Patrimônio Cultural Brasileiro.*

Isso mesmo!
O nosso Cordel! 💛
Que Maravilha!

"O gênero literário, que também é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros, a Literatura de Cordel, foi reconhecido pelo Conselho Consultivo como Patrimônio Cultural Brasileiro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 19 de setembro, por unanimidade pelo colegiado que estava reunido no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro." (Iphan)

O que esta notícia muda na prática? Me arrisco a responder a questão! Primeiro, o que deve mudar é o nosso olhar sobre o Cordel. Sobre nós!

A Primavera que trouxe essa maravilhosa notícia, também nos convida a conhecer mais sobre a nossa Literatura e nossos Escritores. O Patrimônio é do povo brasileiro, de todos, de quem escreve, de quem lê, de quem pesquisa, de quem aprecia e de quem conhecerá também. Por isso, preservar e 'salvaguardar' é tão importante.

Valorize os poetas de Cordel! Leia os clássicos, mas também leia e valorize os poetas de sua cidade, compre e leia seus folhetos, pergunte sobre suas histórias e se apaixone ainda mais pelos versos que revelam o nosso imaginário popular.

Reflita sobre que tipo de valorização você acha que nosso Cordel Merece?
E nossos Cordelistas?
🤔

Bem, falando em Cordel,  aproveito para lembrar que neste sábado teremos um encontro com a poesia, no lançamento do meu livro *SEMENTES DE GIRASSÓIS*, às 18h, na Sociedade Semear, em Aracaju. Convido você a compor esta noite poética do nosso *Cordel Patrimônio*
Vamos nos encontrar?

🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻


LITERATURA DE CORDEL RECONHECIDA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO - IPHAN

                                                 Por IPHAN
O gênero literário, que também é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros, a Literatura de Cordel, foi reconhecido pelo Conselho Consultivo como Patrimônio Cultural Brasileiro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 19 de setembro, por unanimidade pelo colegiado que está reunido no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. A reunião também contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira. 
Poetas, declamadores, editores, ilustradores (desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores) e folheteiros (como são conhecidos os vendedores de livros) já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações. Hoje, circula com maior intensidade na Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos estes estados é possível encontrar esta expressão cultural, que revela o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas acerca dos acontecimentos vividos ou imaginados.



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

REDES

Flodoaldo Santos

Oh rede que me conduzes
À insônia, à tentação
À inquietude, às cruzes
Às dores, à indignação
Aos prazeres, à pacificação...

Rede que pelo mundo opina
Em redes de crime, de corrupção
De chacina, de propina,
De tv, de internet, de prostituição,
De amigos, de pescar, de oração...

Quando és rede de dormir
Rede de tábuas, de cetim
De algodão ou de brim...
É prazeroso te sentir

Levas-me ao meu bem
Em suave sono e com magia
A uma viagem ao além
Aos sonhos, à fantasia
Às orgias, às alegrias!...


Atada em meu barraco,
Em meu porto, árvores, ponte
Tapiris, varandas ou barco...
Ao embalar do vento
Das ondas, de um amor sedento

Em ti navego em céus
Em livros, em sonhos
Livre, nu, sem véus

Repouso em teu regaço
Onde meu amor amasso
Em forte abraço...

Viajo ao paraíso, para a calma...
Nesta rede sim
Transcende minh ‘alma!




segunda-feira, 17 de setembro de 2018

TRIO CORDELISTA CAMETAENSE



No dia 13 de Junho passado,  os cordelistas Cametaenses Francisco Mendes, Arodinei Gaia e Flodoaldo Santos lançaram no OKA RESTÔ & PUB, na Cidade de Cametá-Pa, os seus mais recentes cordéis:  O NEGRO SINFRÔNIO NA GUERRA DO PARAGUAI, O MENINO PASSARINHO E LUGARES CAMETAOARAS, respectivamente.

O Negro Sinfrônio..., do poeta imortal Arodinei, é inspirado em um romance da historiadora  cametaense Maria Celeste Pinto, que conta a História desse Valente negro cametaense que foi mandado guerrear no Paraguai por seu patrão malvado e regressa condecorado, patenteado e como heroi.

O Menino Passarinho, do também cordelista imortal Francisco Mendes, conta sua própria História de vida, bela e labutante, tendo como palco principal o seu querido Rio Mendaruçu de Cima em Cametá,  deste torrão paraense.

Já o escritor Flodoaldo Santos,  inaugura o seu cordel pioneiro, Lugares Cametaoaras, inspirado em uma obra do escritor Cametaense Danúzio Pinto Pompeu,  denominada DICIONÁRIO TOPONÍMICO DA MICRORREGIÃO DE CAMETÁ. 
Flodoaldo divaga em versos sobre os significados, origem e evolução  dos principais lugares de nossa microrregião. 

domingo, 25 de fevereiro de 2018

POR MAIORES E MELHORES ESPAÇOS NO PORTO DE CAMETÁ

                                                                                             
         
   Os problemas mais relevantes do Porto Cametaense, podemos resumir em: erosão, fechamento do porto e privatização.

Os ataques erosivos (quedas de barrancos, trapiches, cais...) sofridos desde os primórdios do primeiro porto em Cametá-Tapera, (Antiga Vila Viçosa de Santa Cruz dos Camutás) persistem até hoje em nosso porto e vem sendo combatidos desde os tempos de D. João VI até os tempos atuais, pelos nossos políticos, embalados pelo clamor de uma boa parte da população, principalmente, pelos que utilizam o porto como meio de sobrevivência, vivência, deslocamento, contemplação, reflexão espiritual, fonte de prazer e lazer.

A solução para este histórico problema, quase todos nós, hoje já temos a plena consciência, que é uma solução paliativa (momentânea, incompleta) que não mais move a fé popular em ter um porto recuperado, que ofereça condições mínimas de segurança para o trânsito, uso público e particular em seu espaço mais afetado pela erosão no seu lado norte.

Sabemos que a erosão é um fenômeno natural, irreversível (não tem cura, por tempo indeterminado existirá no decorrer do tempo geológico e será apenas amenizada, a muito longo prazo, com o assoreamento (secagem, acúmulo de areia, arvores...) do Rio Tocantins, que por sua vez, proporcionará o surgimento de mais praias e ilhas, menor velocidade nas correntezas do rio. Este fenômeno já está acontecendo e já traz resultados certamente mais danosos e devastadores para o povo que vive do rio e no rio, pois, o assoreamento também traz seus problemas para a navegação no rio e causa sérias dificuldades de procriação e sobrevivência das espécies fluviais, tais como, peixes, camarões e muitos outros seres aquáticos.

O outro problema do nosso porto é o seu acelerado processo de fechamento causado principalmente pela perda do lado norte do porto pela erosão. Com isso, aumenta a guerra por cada palmo de espaço portuário entre os comerciantes, ribeirinhos, feirantes, taxistas, motociclistas, ciclistas, pedestres e toda espécie de seres humanos cametaenses e não cametaenses que precisam se relacionar com o porto.

Chegamos ao índice absurdo e indignante de termos apenas 8% de espaço aberto no porto para o livre uso da população. Este é um dos maiores dos problemas sociais do porto, que vem atentando contra a segurança das pessoas, segregando as embarcações como um todo no pequeno espaço que resta para o escoramento (encosto, amarração), dos veículos náuticos agravando principalmente a atracação e agasalho dos pequenos barcos, canoas e rabetas.

O último dos problemas que tratamos aqui, é a crescente privatização do espaço portuário de Cametá. Nossos governantes, não tiveram a sensibilidade e o senso de responsabilidade para se preocupar em deixar maiores “janelas e portas” para o Rio Tocantins, no espaço não erodido. A cidade de Cametá, de seu lado norte, se esconde com medo por traz dos espaços erodidos e que continuam erodindo e, por outro lado, está acuada pelos aglomerados comerciais que necessitam e lutam por este espaço.

O povo tem muito pouco espaço seguro e confortável para contemplar o rio, trabalhar, conviver, fantasiar e sonhar com as belezas, cantos e encantos ainda presentes em nosso belíssimo Rio Tocantins.

Precisamos desenvolver políticas públicas para melhor gerenciar os espaços públicos que nos resta, ou quem sabe, comprar e resgatar maiores e melhores espaços no porto para não só devolver a sua beleza, mas aumentar a sua utilização segura e confortável como bem de todos os cametaenses e daqueles que nos visitam.
Flodoaldo Santos
Geógrafo e Escritor

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O CORDÃO DA BICHARADA E O MESTRE MIMICO


Estamos em plena festa carnavalesca. Meu pensamento voa em direção aos antigos e atuais blocos e cordões carnavalescos ribeirinhos que constituem hoje o nosso Carnaval das Águas.

Nesta viajem reflexiva, vejo o CORDÃO DA BICHARADA, lembrando a Arca de Noé e... não consigo pensar na bicharada sem lembrar com saudade de Raimundo Inácio Ferreira, o Seu Mimico, como era carinhosamente conhecido, o pai do Mestre Zenóbio.

Mestre Mimico,foi e é considerado pelos pessoas mais antigas nascidas no Ex-Distrito de Furtados - Cametá - Pa, o maior artista de seu tempo. Desenvolveu talentos de músico, compositor, artesão e educador e muitos outros, sendo por esses méritos escolhido e aclamado o seu nome para batizar a primeira escola de Ensino Fundamental e médio do nosso rio. Em seu tempo, influenciado por amigos seus ou por intuição própria, costumava criar os "assustados" em época carnavalesca. O tema dos assustados, era mantido em segredo para aguçar a curiosidade das pessoas. Ora era criada uma figura lendária ora figuras de animais ou figuras relativas à política da época. Muitos iam à festa porque tinham informação que ia ter assustado. 

Entre os assustados lembrados ainda hoje citamos o assustado do Pássaro Carapirá, do Macaco, do Sapo, da Águia e do Passarinho, referente ao político Jarbas passarinho. Todos eram acompanhados de música popular ou própria, criada e interpretada muitas vezes pelo próprio mestre Mimico e outros músicos ou pelo Jazz Aliança pertencente a sua Família Ferreira.

A partir daí nasceu a idéia do Meste Zenóbio, seu filho, de criar um cordão carnavalesco em que seus brincantes imitam uma diversidade de animais da Fauna Amazônica. Esse cordão hoje é a Bicharada.
A mais nova manifestação folclórica carnavalesca cametaense. Impressiona pela perfeição nos gestos e aparência dos animais, principalmente da Fauna Amazônica, confeccionados artesanalmente pelo Mestre Zenóbio, Seu Zeca e seu grupo, hoje residentes no Distrito de Juaba, um dos pólos culturais de Cametá.

Entre os animais já incluídos no bloco temos coruja, galo, tucano, araras azul e vermelha, borboletas, leão, tigre, macacão, coelho, onça e vários outros que foram criados para chamar a atenção da sociedade para a preservação ambiental.




TRECHO DA MÚSICA USADA NO ASSUSTADO DO PÁSSARO CARAPIRÁ
Pássaro grande carapirá
engole sardinha sem mastigar...

TRECHO DA MÚSICA USADA NO ASSUSTADO DO SAPO
Sapo não lava o pé
Não lava o pé porque não quer
Mora na beira da lagoa
não lava o pé, não lava o pé, porque não quer.