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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

MESTRE ZENÓBIO DIVULGA CULTURA CAMETAENSE EM ACERVO DE SUAS ARTES PLÁSTICAS


Movido pelo seu amor e apego às artes e a cultura de seu torrão natal, Mestre Zenóbio, dedica espaço em seu próprio aconchego familiar para divulgação da Cultura Cametaense expressa em sua quase centena de peças artesanais.
Entre suas criações, em maior quantidade, podemos ver as belíssimas e perfeitas fantasias do Bloco Bicharada da Vila de Juaba em Cametá-Pa.

Outra coleção que compõe o acervo do mestre são as dezenas de pássaros e as máscaras dos pássaros que fazem parte do Cordão da Passarada com sede no Rio Furtados, seu Rio Natal.

Temos também fantasias de nosso Boi Bumbá Cametaense acompanhado da elegância de seu cavaleiro.

O mais novo acervo do Mestre Zenóbio,  que já vem despertando imensa curiosidade e encantantando todos os públicos,  principalmente  a ala infantil, é a sua coleção de Seres Mitológicos Cametamazônicos. 

Esta coleção vem acompanhada da figura histórica do TIO BIJICO,  um dos mais famosos, engraçados e competentes contadores de histórias do Rio Furtados, em Cametá-Pa. 

O escritor Flodoaldo Santos,  pela sua igual afeição às artes de sua terra e ao talentoso Mestre Zenóbio, vem escrevendo os contos atribuídos ao Tio Bijico e esses contos, já vêm sendo contados por Mestre Zenóbio que se transformou em nosso novo contador de histórias. 

Veja a entrevista do Mestre Zenóbio dada ao Mestre Zaca, coordenador do Cordão dos Linguarudos do Rio Santana, Mocajuba-Pa.





clique em:

 https://youtu.be/8opoTdrsSJ4
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

BATEL

  •                BATEL
  • Miguelângelo
  •                Navego sem vela, sem vento.
  • A deriva num mar escuro
  • Fito num olhar o firmamento
  • Minha bússola eu procuro
  •  
  • Sei que em terra assente
  • Eu vou aportar meu batel
  • Saudade do amor presente
  • Esculpido em nuvens no céu
  •  
  • Faço miragens pra confortar
  • O vento sopra rumo noroeste
  • A proa quer na água adernar
  • A saudade meu corpo veste
  •  
  • Busco um brilho, algum som,
  • Seus arrecifes são obstáculos
  • O mar me chama pra Posseidon
  • Furtando tintas de seus tentáculos
  •  
  • Sentem os olhos entre abertos
  • Um feixe lá longe é brilhante
  • Os amores agora são libertos
  • Dessa nau se fazem tripulante
  •  
  • A lanterna gira o seu alcance
  • O bombordo se enche de regozijo
  • Lembranças de nosso romance
  • São tesouros de nosso esconderijo.
  •  
  • Meu leme aponta na enseada
  • Meu peito se enche de fortuna
  • A tarde é cena toda prateada
  • Um aceno me saúda na coluna
  •  
  • Braços e abraços, cheiro e calor!
  • Sossego do timoneiro no convés
  • Beijos no espírito de nosso amor
  • Chão firme sob intricados pés.